De Solo Leveling a Lazarus, 2025 foi um ano fora do comum para o mundo dos animes. Aqui estão os títulos que você não pode perder — novos e sequências.
Atualizado em 11 de maio de 2026

Toda virada de ano vem aquela discussão: "foi esse o melhor ano de anime dos últimos tempos?". Em 2025, a resposta é mais fácil do que parece.
Sequências que superaram as originais, estreias que ninguém viu chegando e, no meio disso tudo, o fim de uma era com o encerramento de My Hero Academia. Sem drama: 2025 foi brabo.
Se você perdeu alguma coisa ou está montando sua lista de maratona, esse guia te ajuda. Separei os títulos que realmente valeram o hype — sem encher linguiça com anime que ficou só na promessa.
Não é um anime novo, mas 2025 foi o ano em que My Hero Academia encerrou sua história após oito temporadas e nove anos de exibição. Uma legião de fãs acompanhou a jornada de Deku do começo ao fim, e o fechamento mereceu esse registro.
Se você ainda não assistiu, a série completa está disponível — e agora você pode maratonar tudo sem esperar semana a semana.
Se a primeira temporada colocou Solo Leveling no mapa, a segunda jogou ele no topo. A jornada de Sung Jin-Woo ficou ainda mais intensa com a batalha contra as formigas — que entrega algumas das sequências de ação mais impressionantes que o anime já produziu até hoje. O que surpreende é que, mesmo com toda a pancadaria e o poder crescente do protagonista, a série não perde o fio emocional. Jin-Woo continua sendo movido por algo muito simples: salvar a mãe. E isso mantém a trama com os pés no chão quando tudo ao redor está explodindo. O final da temporada lança pistas claras sobre um inimigo que vai fazer o que veio antes parecer aquecimento. A terceira temporada ainda não tem data, mas a espera vai doer.
Dandadan continua sendo aquele anime difícil de descrever pra quem não assistiu. "É de terror?" Sim. "Tem romance?" Também. "Mas tem comédia absurda?" Demais. A segunda temporada manteve o mesmo caos criativo que fez a primeira bombar — visual insano, ritmo acelerado e a dupla Ken e Momo com a química mais estranha e gostosa do ano. Se você gostou da primeira temporada, não tem motivo pra não continuar. Se ainda não começou, arruma um tempo porque vai maratonar.
Taro Sakamoto era o assassino mais lendário do mundo. Hoje é um pai de família gordo que cuida de uma mercearia. O problema é que o passado tem o costume de aparecer sem avisar. Sakamoto Days foi um dos fenômenos do ano — ficou 14 semanas seguidas entre os top 10 de não-inglês da Netflix, com mais de 14 milhões de visualizações nas primeiras duas semanas. E o hype é justificado: a animação é fluida, o humor funciona, e Sakamoto como personagem é puro carisma mesmo sem falar quase nada. É o tipo de anime que você começa sem expectativa e termina querendo mais imediatamente.
Esse foi o maior presente de 2025 pra quem sente falta do estilo de Shinichiro Watanabe — o mesmo diretor de Cowboy Bebop e Samurai Champloo. Lazarus chegou sem tanto barulho e rapidamente se tornou um dos animes mais comentados do ano. A premissa: um grupo de desajustados precisa encontrar o Dr. Skinner antes que uma droga que ele criou sofra uma mutação e mate todos que já a usaram. Mistura drama, ação e uma boa dose de humor no mesmo pacote — e faz isso com a elegância característica de Watanabe. Se você curte anime com personalidade e não quer mais do mesmo, Lazarus é o que você estava procurando.
Depois de ter seu segredo exposto, Kafka Hibino precisou encarar o desafio de provar que merecia estar no maior pelotão de combate da força de defesa — e a segunda temporada entregou essa jornada de amadurecimento muito bem construída. O nível das ameaças subiu consideravelmente, com o Nº 9 sendo apresentado como a maior ameaça do universo até aqui. A temporada termina confirmando que o melhor ainda está por vir, com a produção da temporada final já anunciada.
Wind Breaker manteve o ritmo intenso da primeira temporada e trouxe ainda mais pancadaria bem coreografada no segundo ano. O que diferencia a série de outros animes de briga é o equilíbrio entre a violência e os conflitos internos dos personagens — tem profundidade aqui que não aparece à primeira vista. Os personagens carismáticos e a identidade visual marcante da série seguiram firmes. Quem já estava na primeira temporada sabe que o anime entrega consistência, e a segunda temporada é mais do mesmo — no bom sentido.
Do mesmo criador de Fire Force, Gachiakuta chegou em 2025 com um universo sujo, criativo e brutal. Rudo é um garoto abandonado que se revolta contra as injustiças da sociedade em que vive — e então ganha o poder de realmente fazer algo a respeito. A história não é a mais original do gênero, mas a animação do estúdio Bones, que mistura 3D e 2D, é o diferencial real. Dividiu opiniões no começo, mas quem ficou foi recompensado com uma das entregas visuais mais interessantes do ano.
Yoshiki percebe que o amigo de infância que voltou depois de desaparecer não é bem o mesmo de antes. A partir daí, O Verão em que Hikaru Morreu constrói uma atmosfera de horror crescente que vai te deixando desconfortável do jeito certo. É um dos animes mais atmosféricos de 2025 — não depende de sustos fáceis, mas de uma sensação constante de que algo está muito errado. Pra quem gosta de terror mais psicológico do que visual, é leitura obrigatória do ano.
Maomao voltou para resolver mais mistérios no palácio imperial, e a segunda temporada aprofundou a trama política enquanto deu mais espaço para os dilemas pessoais da protagonista. A fórmula continua funcionando: Sherlock Holmes ambientado na China imperial, com doses certas de humor e romance. Se você está procurando um anime que não é sobre pancadaria e quer algo mais cerebral, Diário de uma Apotecária é provavelmente o melhor que 2025 ofereceu nessa categoria.
Daima tem um peso que vai além da história em si: é o último trabalho do Akira Toriyama antes da sua morte em 2024. O criador de Dragon Ball deixou escrito todo o arco antes de partir, e a série foi produzida como uma despedida digna. Goku e companhia viajam para o mundo dos demônios em uma nova aventura que remixia elementos de Dragon Ball GT. A animação está entre as melhores que a franquia já teve — e saber que é o último capítulo assinado pelo Toriyama dá a tudo um peso diferente. Não precisa ser o maior fã de Dragon Ball pra sentir isso.
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Sobre o autor
Assistiu todos os episódios de HxH três vezes e ainda não superou o hiato.