Only Murders in the Building T6: o trio vai para Londres — e trouxe Martin Freeman na mala
Only Murders in the Building T6 está em produção em Londres, com estreia no fim de 2026. A vítima é Cinda Canning e Martin Freeman entra no elenco.
Atualizado em 17 de agosto de 2026

Only Murders in the Building T6 está em produção em Londres desde maio de 2026. Sem data de estreia confirmada, mas o padrão histórico da série — uma temporada por ano entre agosto e outubro — aponta para o final de 2026 no Hulu e Disney+.
Ontem a Variety confirmou que oito novos guest stars foram escalados para a temporada, incluindo Martin Freeman e Simone Ashley. Steve Martin, Martin Short e Selena Gomez voltam. A vítima já está revelada desde o finale da T5. E a série chegou à sexta temporada mantendo a cadência mais consistente do drama americano atual — o que, em 2026, é quase um milagre.
De onde a T6 parte
O finale da T5 — exibido em outubro de 2025 — resolveu o mistério da morte de Lester, o zelador do Arconia, e fechou com uma imagem que ninguém esperava: Cinda Canning (Tina Fey), a podcaster que inspirou o trio a começar o próprio podcast, encontrada morta na entrada do prédio após uma investigação que ela havia feito no Reino Unido.
O setup foi deliberado. O showrunner John Hoffman disse ao Hollywood Reporter logo após o finale: existe uma oportunidade de surpresa real nessa nova fase. O que está claro é que o crime seguiu Cinda até Nova York vindo de Londres — e o trio vai ter que ir até lá para encontrar as respostas.
Londres muda tudo — ou deveria
Após cinco temporadas centradas no Arconia e uma excursão à Califórnia na T4, a mudança para Londres é a mais radical que a série já fez. O Arconia não é só um cenário — é um personagem. A lógica de suspeitos moradores, porteiros, assembleias de condomínio e corredores com segredos está no DNA da série desde o piloto.
Londres retira essa estrutura. O trio vai estar em território desconhecido, sem a rede de personagens secundários do Arconia, em uma cidade onde não são celebrities locais nem conhecidos. Isso pode rejuvenescer a fórmula — ou pode fazer a série perder exatamente o que a tornava especial.
A aposta é arriscada. Esse tipo de aposta é o que separa séries que envelhecem bem de séries que duram demais.
O elenco de convidados
Ontem vieram confirmações de oito novos nomes recorrentes. Os dois mais relevantes:
Martin Freeman — ator britânico conhecido por Bilbo Bolsão e Watson em Sherlock, escalado para papel ainda não revelado. Numa série ambientada em Londres, Freeman como suspeito ou aliado tem potencial óbvio — ele conhece a cidade melhor do que qualquer americano perdido poderia.
Simone Ashley — conhecida por Bridgerton e Sex Education, outra presença britânica que faz sentido geográfico e de público. A série historicamente usa seus guest stars de forma criativa, e os dois nomes sugerem que a produção está construindo um elenco londrino de verdade, não só fazendo turismo com os três protagonistas.
Jennifer Saunders — veterana da comédia britânica, criadora de Absolutely Fabulous. É o tipo de escalação que funciona tanto para o humor quanto para o mistério.
Da'Vine Joy Randolph (Detetive Williams) retorna — o que confirma que pelo menos parte da investigação vai envolver conexão com Nova York.
A pergunta que ninguém quer fazer
Only Murders in the Building está na sexta temporada. A T1 foi revelação pura — premissa original, química inesperada entre três atores que pareciam improvável juntos, mistério bem construído. A T2 aprofundou. A T3 e T4 mantiveram o nível com altos e baixos. A T5 foi sólida.
Seis temporadas é muito para qualquer série de mistério com os mesmos protagonistas resolvendo crimes. A fórmula de um assassinato por temporada, revelado no finale, começa a mostrar mecânica depois de um tempo — e o público começa a resolver os mistérios antes da metade da temporada.
A mudança para Londres é um sinal de que os criadores sabem disso. A questão é se a mudança de cenário vai ser suficiente para renovar o que precisa ser renovado, ou se vai parecer mudança de endereço sem mudança de história.
A ficha técnica (até agora)
| Título | Only Murders in the Building — Temporada 6 |
| Plataforma | Hulu / Disney+ |
| Criação | Steve Martin e John Hoffman |
| Elenco principal | Steve Martin, Martin Short, Selena Gomez |
| Convidados confirmados | Martin Freeman, Simone Ashley, Jennifer Saunders |
| Vítima | Cinda Canning (Tina Fey) |
| Cenário | Londres |
| Filmagens | Maio de 2026 – em andamento |
| Estreia prevista | Final de 2026 (sem data oficial) |
| T1–T5 | Disponíveis no Disney+ |
Para quem está por fora
Cinco temporadas. Formato consistente: um assassinato por temporada, resolvido em 10 episódios, com Charles (Steve Martin), Oliver (Martin Short) e Mabel (Selena Gomez) — três vizinhos do Arconia que viraram podcasters de true crime investigando os crimes que acontecem no próprio prédio.
A série funciona pelo trio. A química entre Martin, Short e Gomez é o tipo de coisa que parece fácil na tela e é muito difícil de construir. Cinco anos depois do piloto, ainda funciona — e isso é tudo que a série precisa para existir.
Se você ainda não viu, começa pela T1. Não pela T6 em Londres. Sem o contexto do Arconia, do podcast e de quem é cada um dos três, a série perde metade do peso.
Dá pra acompanhar e registrar cada temporada no Relicário.








